sábado, 21 de abril de 2012

Desejos Reais para Crianças Virtuais

Faz tempo que não escrevo nada... Não que os pensamentos tenham sumido da cabeça! O problema maior é tempo, principalmente para mim que não sou um escritor! Nunca fui. Sempre fui péssimo em escrever! Mas, enfim, hoje resolvi postar uma coisinha... Aí vai:

Desejos Reais para Crianças Virtuais

Quantas vezes ouvimos falar que no mundo virtual as pessoas se transformam?
Pessoas tímidas, introvertidas, na escuridão dos processadores, transformam-se em pessoas violentas, intolerantes, usam do anonimato para liberar a agressividade das suas almas.
Pessoas violentas, impacientes, esfriam suas cabeças no mundo dos bits e bytes e passam uma imagem diferente daquela que seu comportamento na vida cotidiana transmite.
Longe de mim julgar quem verdadeiramente é aquela pessoa real, mas uma grande dúvida que tenho tido é em relação às gerações que nascem sob o domínio.com.br. Se para minha geração (e algumas antes e algumas depois) o mundo virtual é diferente do mundo real, o que pensarmos em relação às gerações mais novas?
Terão elas uma visão de que há uma vida real e uma vida virtual? E sendo assim saberão distinguir no outro o lado real e o virtual? Ou o real e o virtual serão um mundo único? Sendo desta forma, as pessoas se mostrarão e entenderão as outras mais completamente? Ou não será nada disso, será algo inteiramente inimaginável?
Não tenho a menor idéia! Mas sinto que o experimentar está aos poucos sumindo de um mundo cada vez mais isolado pelas telas de equipamentos eletrônicos.
Não sei quanto a você, leitor, mas eu sinto muitas vezes uma inveja de quando pessoas mais velhas contam seus “causos” e recuperam suas memórias de tempos vividos na experimentação de uma roça, à beira de um fogão de lenha, subindo em árvores, ouvindo pássaros cantar. Invejo quando leio um poema em que eu chego bem próximo de entender o poeta!
Digo bem próximo porque não vivi isso inteiramente. Nasci na cidade, meus pais no interior, então, férias eram curtidas na Lage, fazenda do meu avô; ou no Rancho Guanabara, pesqueiro do meu pai. Nestes lugares eu experimentava, ainda que timidamente, as coisas gostosas que o mundo oferecia e, usando meus sentidos, abria um túnel invisível para brotarem minhas emoções. Ver, sentir, amar, saborear... tudo isso era vivido e não apenas lido!
Ontem, em uma palestra que fomos eu e minha esposa, a palestrante em certa hora questionou que mundo estamos deixando para nossas crianças... Depois da manifestação dos ouvintes, ela concluiu com uma citação de algum psicólogo famoso (eu não me lembro nem da citação e nem do autor).
É, acho que é isso, estamos deixando para nossas crianças um mundo de frases e citações (e essa é mais uma delas). Também pudera, se é de olho na tela que eles vivem, nada mais lógico que encher a cabeça deles com frases e mais frases.
O problema é que frases fora de contextos, citações sem experimentações não ajudam a formar a psique complexa de um ser humano. Não vira uma colcha de retalhos, pois esta tem sua beleza e seu encanto, mesmo formado de pedaços de panos velhos. Eles irão Copiar e Colar, mas será que a nova sociedade vai “colar”?
É preciso enriquecer as nossas crianças com experiências, com vivências, com interações, com sentimentos REAIS. As crianças precisam ver, ouvir, tocar, sentir, saborear. Precisam experimentar a frustração, precisam desejar intensamente algo.
Hoje, alguns pais tem condição de dar muitas coisas para seus filhos. Nem que seja uma lembrancinha pequena, como símbolo de carinho, todo dia chega o pai ou a mãe com uma. Um brinquedinho, uma roupinha, um enfeitinho. Questiono se aquilo  que é, com certeza, um gesto de carinho faz tão bem assim para as crianças. Como diz Gabriel Chalita em Cartas entre amigos, “os desejos são atendidos antes mesmo de serem gestados. E as crianças vão se tornando enfadonhas.”
Antes desejávamos muito e por muito tempo até conseguir algo. Hoje não deixamos nossas crianças desejarem nada! Como será que isso se reflete na formação dessas crianças?
Parece-me isso, as crianças, talvez por não exercitarem seus sentidos, não conseguem mais abrir o túnel invisível para suas emoções. Será que é por isso que já não existem mais um doce carinho pela boneca amiga ou pelo carrinho companheiro? São tantas bonecas e tantos carrinhos que são guardados dentro do armário que tudo virou descartável.
E como esse comportamento irá refletir nas relações amorosas, nos sonhos, no ambiente de trabalho, na política? O mundo que deixaremos para nossas crianças nos dirá!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Liberte-se

Celebração de Natal, para eu que professo a Fé em Jesus, o Cristo, é a data em que recordo o nascimento Daquele que veio para nos libertar!

Na época do nascimento de Jesus, observava-se uma realidade sócio-política opressora. Um poder centralizador e arrecadador cujo interesse era manter o poder e as benéfices dos poderosos. Uma casta religiosa mais preocupada em transformar mandamentos de amor em leis escravizadoras da alma. E um povo carente, oprimido e, principalmente excluído. Povo sofrido que começava a abandonar seus valores humanos, cansado que já estava de toda a realidade que o cercava.

E é nesse cenário que Jesus vem ao mundo para trazer liberdade e esperança!

Que possamos então, na celebração desta data, libertar-nos.


Libertar-nos da raiva e do preconceito
que mata e exclui o outro do nosso convívio e do nosso coração.

Libertar-nos das nossas falhas e do nosso orgulho
que nos impede de viver o perdão, perdoando-nos e reconciliando com quem nos ofende. 

Libertar-nos das nossas mentiras,
por pequenas que sejam nos trasnforma em uma sociedade de descrença e desconfiança.

Libertar-nos da intolerância,
pois nos impede de de dialogar e compreender em profundidade a criação como obra de Deus.

Libertar-nos do egoísmo,
pois nos escraviza dentro de nós, sem perceber a beleza do irmão ao lado.

Libertar-nos do abuso da sexualidade,
pois prostitui não só o corpo, mas também a intimidade das nossas relações humanas.

Enfim, libertar-nos de tudo o que nos escraviza:
falta de amor, arrogância, tristezas, julgamentos, impaciência, materialismo exacerbado...

Assim, reconhecendo tudo o que nos escraviza e nos libertando, estaremos colocando nossas vidas nos caminhos que nos trazem uma sociedade mais justa, mais humana - uma vida em abundância!

Paz e Feliz Natal a todo mundo!

"Nós o proclamamos o Cristo e também nos proclamamos cristãos. A diferença é que ele era quem era e nós estamos longe de ser quem deveríamos ser!" (do livro um rosto para JESUS CRISTO - Pe. Zezinho, scj)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Reconhecer

Reconhecer.
Se me pedissem para descrever em uma palavra o dia de amanhã, Reconhecer seria a palavra escolhida!
Fui buscar no dicionário, os diversos significados para essa palavra. Entre eles:
- tomar conhecimento de novo ou em outra situação; constatar 
- admitir como verdadeiro, real
- contar (pecado, erro etc.); declarar(-se), confessar(-se) 
- mostrar gratidão a; agradecer 
Nada mais adequado para o dia de amanhã, onde receberemos o Sacramento da Crisma e encerramos um ciclo de aprendizado no Curso de Formação Cristã para Adultos da Paróquia Nossa Senhora Rainha, do que observarmos o sentido de Reconhecer!
Inicialmente, preciso aceitar que esse ano de curso foi de um longo reconhecimento de meu Deus. Reconhecer - Conhecer novamente - depois de quase 30 anos, quem é verdadeiramente o Deus dos Cristãos foi uma experiência maravilhosa. Não que eu tenha chegado ao final, se é que esse final existe, mas comecei uma caminhada que não há como voltar.
Meu Deus de Amor se materializa na Fé, na Esperança e principalmente no Amor. Reconheço-o  - admito como verdadeiro, real – e a Ele dou graças por minha vida. A Ele entrego meu viver para que Ele possa agir em mim pois descobri que a Fé não pode ser apenas um acreditar, é preciso ser um modo de vida, de entrega. É nas obras de amor que a Fé se materializa de forma inequívoca!
Constatei que ao longo da minha vida me afastei da verdade Cristã, constatei que muitas e muitas vezes, mesmo “freqüentando” a igreja, não conhecia meu Deus. Não via todo o sentido do que é o Amor de Deus, de como Ele se revela e o porquê de várias “coisas da igreja”! Reconheço – confesso-me – que me dizia cristão, mas não agia como um, nem buscava um caminho que fosse condizente com o que Jesus veio ensinar.  Reconheço que nem sempre meus atos serão repletos de amor e livres do pecado, mas sei onde me refugiar quando me sentir um pecador – os braços do Pai sempre estarão à minha espera!
Por último, é preciso Reconhecer - mostrar gratidão a; agradecer – muito a tantas pessoas. Primeiro agradecer a Deus, por ter me levado à buscá-lo novamente! Agradecer à Paróquia Nossa Senhora Rainha por todo cuidado que tem com as ovelhas do seu rebanho! Agradecer à toda equipe da Crisma, em especial ao Gilberto e a Norma que aturaram tantos porquês que levei para nossos encontros! Agradecer à minha esposa amada que com todo aperto no coração veio a essa caminhada comigo.
Encerrando, agradeço ao meu padrinho! O padrinho é a pessoa responsável por te guiar na FÉ! Pela história de FÉ o escolhi, mas recebi muito mais! Se já me havia guiado nos caminhos da Fé, agora me ensina o que é a ESPERANÇA e o AMOR! OBRIGADO!!!

O que vem a ser

Há anos que penso em ter um blog, mas sempre pensei o que escrever!
Bom, nunca cheguei a essa conclusão, portanto esse blog será como eu - uma metamorfose ambulante.
Vai ter música, fotografia, foto, política, religião.
Vai ser incoerente como eu, vai saber ouvir, vai provocar.
Enfim, não será nenhuma verdade, e sim Um Ponto de Vista de alguém que está por aí, caminhando!